O presente relatório tem como objetivo, relatar o conteúdo proposto, na aula do dia 04 /04/2011, onde foi exibido em sala de aula, um vídeo sobre o MAX (Museu Arqueológico de Xingó), que fica localizado em Canindé do São Francisco, a 213 km de Aracaju. O max começa a ser construído em 1988 e é inaugurado em 2000, é um museu moderno e as exposições de cada setor, são representadas de forma didática por bonecos, pois recebe alunos desde das primeiras séries até o ensino superior, vindos de todas as regiões. Ele se encontra dividido por seis setores, são eles: o setor que trata do trabalho de escavação; o setor do paleolítico; setor da cerâmica, setor da alimentação, setor da morte, e por fim o setor de exposições especiais.
No primeiro setor, foi possível perceber como era realizado o trabalho de escavação, com a exposição de várias camadas da terra, onde quanto mais funda for à camada, mais antigos serão os artefatos, além disso, nesse setor foram visualizados também, as ferramentas e os pincéis usados na atividade de escavação.
No que se refere ao segundo setor, chamado de paleolítico, o museu traz um mapa ilustrativo didático, mostrando as possíveis rotas da migração desses povos vindos das Américas, onde sua ocupação se deu de forma lenta, além de ser possível também visualizar os principais sítios arqueológicos com grande quantidade de material, dando destaque para o sítio Justino localizado em Xingó.
Há dois tipos de sítio, o que pode ser encontrado artefatos como: ossos, fogueira, esqueleto completo, cerâmica etc, e o sítio de pinturas rupestres ou registros gráficos, mostrando formas ou fragmentos de grafias, utilizado como forma de linguagem e de comunicação com outras culturas interagindo, com o mundo em sua volta. Pensando nisso, o museu reservou ainda um espaço chamado salão de artistas plásticos de Sergipe, onde foi confeccionada uma parede de blocos com gravuras de diferentes formas, fazendo uma comparação com as formas de gravuras rupestres, resultando em uma interação do pré-histórico e o atual.
O setor seguinte é o da cerâmica, onde contém uma grande quantidade de vasos, e com formas variadas, datados de 5000 a.p, essa cerâmica era usada para fazer panelas utilizadas no preparo de carnes, aves, mingaus, pirões, etc., além disso, serviam também para fazer jarros, tigelas e potes para armazenar água, aguardente. Algumas dessas cerâmicas apresentavam-se desenvolvida com decoração externa, utilizando a cor vermelha em traços lineares, que eram confeccionadas pela mulher entre os xocós.
O próximo setor trata da alimentação dos índios, mostrando didaticamente os alimentos, estruturando seus modos de vida baseados, sobretudo na caça na coleta e na pesca, já que eram caçadores e coletores, fazia parte também de seu sustento, a depender do período, comer cobras, vegetais, caracóis, aves, mingaus, e em alguns momentos na agricultura incipiente, onde torravam farinha para produzir os beijus.
No setor da morte, é possível observar, um farto material lítico tanto lascado quanto polido em muitos dos enterramentos, como por exemplo, um esqueleto completo de uma criança na posição em que foi enterrado, adorno, colares, prendedor de cabelo, vasilha de barro, esqueleto com uma flauta ao lado, mostrando diferenciação social. Além disso, nota-se o uso de vasos utilizados em ritos realizados nos enterramentos, como a prática funerária do uso de ascender a fogueira.
E por fim, o setor de exposições especiais, onde é realizada exposições temporárias ou provisórias, onde foi possível observar, uma exposição da região de Piranhas, retratando como era naquele período.